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quarta-feira, 2 de maio de 2012

O CORPO MENTAL E SUAS ENFERMIDADES



O corpo mental é o grande arquivo que contém toda a memória evolutiva da alma, tendo a capacidade de organizar e arquivar cada experiência, suas ações e suas conseqüências correspondentes. Nele originam-se as faculdades mais complexas da alma, desde o desenvolvimento do instinto até o atributo da razão. Estão registrados no corpo mental todas as imagens, fatos, pensamentos e emoções, na seqüência temporal da evolução individual, o que não significa dizer que corresponda à seqüência do tempo como é contado na Terra.




O corpo mental é subdividido em superior e inferior. O corpo mental superior corresponde à oitava camada corpórea, ou ao Eu Superior. Nele as imagens arquivadas de toda a evolução da alma, formam uma espécie de hipercampo com suas hiperfiguras, vinculados a um fator espaço-tempo diferente, ou a uma dimensão mais sutil e superior (8ª. Dimensão). Conserva, portanto, a consciência cronológica de todos os fatos vivenciados pelo espírito ao longo de sua existência, com seus respectivos aprendizados e conhecimentos adquiridos. Portanto, possui a capacidade não só de arquivar, como a de lembrar, argumentar e analisar todas os ocorrências. Representando a condição moral mais superior do espírito, a memória está livre para agir na forma de intuição divina, atuando na coordenação das experiências evolutivas, no que podemos denominar de “superconsciente”.

O corpo mental inferior é a quarta camada corpórea sutil do conjunto dos corpos somáticos do Homem, subseqüente ao corpo emocional, ao corpo etérico e ao corpo somático ou corpo físico. Nele estão arquivadas todas as memórias das ocorrências relacionadas ao propósito evolutivo da experiência na matéria física. Ou seja, é a proposta evolutiva em determinada experiência que irá definir quais serão as memórias necessárias ao desenvolvimento e ao progresso da alma no aprendizado material. Esta escolha é feita pelos programadores da reencarnação. Portanto sua memória é limitada pela experiência material e pela aparelhagem cerebral física, atuando somente para os aspectos que serão trabalhados no aprendizado necessário ao espírito, durante sua passagem pelo mundo físico. Assim, todo o programa para a vida material também está guardado no corpo mental inferior, no setor que denominamos “inconsciente”.

A sensibilidade do corpo mental não deve ser confundida com a sensibilidade física, uma vez que o primeiro recebe estímulo de dimensões mentais, bem mais sutis do que as recebidas do mundo material. Sua capacidade intelectiva e sua inteligência são inerentes à sua própria estrutura hiperenergética. Através das suas capacidades de discernir, pensar, avaliar, raciocinar, compreender e assimilar, manifestamos nossa essência divina, utilizando a vontade como a expressão máxima de nosso espírito no campo da individuação.

Por isso, ao enfermar, seus sintomas são bem perceptíveis, podendo ser identificados com atitudes tais como:

  1. Necessidade exagerada de se expressar e falar sobre si mesmo.
  2. Dificuldade de se auto-expressar e assumir sentimentos, pensamentos e necessidades.
  3. Incapacidade de externar opiniões, idéias, preocupações e emoções, cujos bloqueios acabam por congestionar o chacra laríngeo.
  4. Possuir raiva que provoca tristeza, e a contenção do choro.
  5. Dificuldade de se comunicar, manifestada na pronúncia incorreta das palavras, que são articuladas de forma pouco inteligível.

O adoecimento do corpo mental, quando duradouro e intenso, acaba por atingir o corpo físico, através do rebaixamento vibracional, na região do chacra laríngeo. Portanto, podem surgir doenças e problemas nos seguintes órgãos:

1.    Garganta: infecções, laringite, faringite, amidalite, gagueira, sensação de aperto e sufocação.

2.    Glândulas tireóide e paratireóide, em suas diversas manifestações enfermiças.

3.    Boca: gengivite, mau-hálito, infecções, dores localizadas, língua presa, etc.

4.    Articulação da mandíbula: dores, inflamações, dentre outros.

5.    Cordas vocais: calo, rouquidão, perda da voz, etc.

6.    Traquéia, laringe, faringe, pescoço, em enfermidades mais graves, como cistos, tumores e câncer.

7.    Vértebras cervicais.


As enfermidades mentais estão subordinadas a certos defeitos morais que ainda persistem na alma, ou cujo morbo psíquico, acumulado no perispírito durante as várias vidas em que o espírito persistiu no erro, ou continua a ser alimentado, necessita ser expurgado. Sobrecarregado o perispírito, esta energia malsã é repassada ao corpo físico, que sente imediatamente o impacto, devido á intensidade das energias adensadas no corpo mental. Os principais causadores das doenças mentais são:


1.    O egoísmo em todos os seus aspectos.

2.    A dificuldade em doar-se e nutrir-se afetivamente

3.    A dificuldade em amar indiscriminadamente, não se sentindo ligado ao Amor Universal e Humanitário.

4.    Falta de amor e de compaixão pelo próximo e pelo mundo. A pessoa é insensível a tudo, privando-se de experimentar sentimentos de fraternidade, de participar e conviver com a vida alheia.

5.    Apego excessivo, dependência emocional, autopiedade.

6.    Possessividade e ciúme obsessivo.

7.    Ressentimentos e mágoas profundas que provocam revolta e endurecimento emocional.

8.    Dificuldade de perdoar.

9.    Raiva, ódio e inveja.

10. Orgulho, que provoca o ressecamento da alma.

11 - Complexo do onipotência, manifesto nos sentimentos, muitas vezes inconscientes, de superioridade e arrogância.



A ascensão espiritual e o aperfeiçoamento da vida humana estão diretamente relacionados à elaboração de recursos mentais superiores e á maior atividade do corpo mental, que, no decorrer das várias experiências evolutivas, vão sendo produzidas pela superação das lutas diárias e sucessivas. Esse estado mental superior produzirá a desintegração das velhas crenças, ultrapassadas e consolidadas, que devem ser substituídas aos poucos por uma visão mais ampla e por uma compreensão maior da realidade, transformando-se num estado mental mais saudável e abrangente, de acordo com as necessidades requeridas pela nova etapa evolutiva humana. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

ETAPAS DA CURA NA EXPRESSÃO INDIVIDUAL



“Não é livre quem não obteve domínio sobre si mesmo.”


 Pitágoras

           
Durante o decurso de sua vida, ou mesmo no período entre vidas, o indivíduo pode vir a se expressar com mais preponderância de acordo com os atributos de um determinado corpo somático. O próprio Eu Superior é quem comanda as manifestações corpóreas dominantes, de acordo com o meio no qual a personalidade estagia, sua finalidade e suas necessidades evolutivas.

Este fato, porém, não torna o indivíduo um ser melhor ou pior, mas apenas reflete mais fortemente uma particularidade de expressão passageira de seu próprio Eu, necessária momentaneamente ao seu necessário estágio evolutivo em foco. Tais características poderão ser modificadas numa mesma existência, ou mesmo na erraticidade.

            Quando o espírito se caracteriza mais fortemente pelo padrão emocional, ao invés do racional, significa que, naquele momento evolutivo em questão, seu corpo emocional atua momentaneamente sobrepujando o corpo mental, revelando um momento passageiro, ou um estágio inferior de evolução. Determinadas características mais marcantes podem revelar um indivíduo que atua restritamente no padrão emocional:


  • Necessidade de “muletas” psicológicas, que sustentem sua relação com a vida. O indivíduo demonstra em geral uma tendência mais religiosa, dependente de imagens e simbolismos, muito recorrentes em sua vida diária.
  • Sua visão particular da vida fica mais limitada, suas avaliações são prejudicadas pelo emocionalismo, sujeitando-o mais facilmente a manifestar certas neuroses e psicoses, manifestadas na falta de objetividade, de bom senso e de maturidade, que dificultam alcançar uma visão mais abrangente da vida.
  • Seu comportamento é pautado em atitudes de arrogância, partidarismo, moralismo, preconceito, egoísmo, dependência emocional, necessidade de ídolos e de símbolos, pretensão, fanatismo.
  • O reequilíbrio somente consegue ser alcançado através de dolorosos processos de enfermidade do corpo físico.


Essa expressividade desequilibrada das próprias emoções, consequentemente acaba por enfermar também o corpo mental inferior, já que estamos falando em conceitos holísticos. Sempre que um dos corpos adoece, consequentemente todos os outros corpos se desequilibram. Da mesma forma, quando curamos uma manifestação corpórea distinta, também estaremos curando todas as outras mais.

As enfermidades do corpo mental podem ser facilmente diagnosticadas tanto no espírito encarnado quanto no desencarnado. Essas psicopatologias são com maior frequência expressas através dos corpos diretamente inferiores: no corpo emocional e no corpo etérico (ou perispírito na linguagem espírita, que em realidade é a junção desses dois corpos distintos), que refletem este comando mental somatizando diretamente sua própria enfermidade, densificada a níveis mais sutis, manifestadas então num comportamento de nível primário. Quando o espírito passa a viver no plano mental superior, já se cessaram as possibilidades de adoecimento da mente, o que significa dizer que já conquistou uma relativa superioridade evolutiva.


Entre as principais enfermidades observadas no corpo mental, tanto dos encarnados quanto dos desencarnados, destacam-se:


  1. O desconhecimento da realidade espiritual que prende os indivíduos espíritos à ilusão da materialidade é um tipo de psicose do corpo mental, refletida diretamente no perispírito e no corpo físico.
  2. Monoideísmos (fixação mental numa só crença onde todo o comportamento gira em torno dela) construídos, vividos e mantidos através de concepções errôneas da vida, criadas por uma educação rígida, incorreta ou equivocada, e influenciados pelo contexto social e cultural nos quais o indivíduo estagia.
  3. A retração ou despreparo do corpo mental para viver uma experiência saudável costuma ser manifestada em deficiências mentais, somatizadas nos corpos físico, etérico e emocional.
  4. Doenças que revelam comportamentos onde a pessoa é incapaz de concentrar-se, envolver-se com o meio ou relacionar-se, como o autismo, a depressão, a solidão, a reclusão.
  5. Estados de euforia ou esquizofrenia, mesmo extrafísicas.
  6. Alteração da lucidez com comprometimento da ética, da moral e da percepção do sentido universal da evolução. O ser revolta-se contra todo o processo de criação e evolução, denotando um sério comprometimento e enfermidade do corpo mental. Isso é facilmente observável em espíritos inferiores que enxameiam as reuniões de desobsessão, e também nos encarnados, naqueles que se revoltam diante das dificuldades e perdas, inaproveitado a experiência em questão para seu próprio crescimento e amadurecimento.



Numa etapa mais avançada, quando o espírito manifesta-se de forma menos emotiva e mais racional, significa que já alcança um nível evolutivo superior dentro de nosso estágio primário humano de 3ª dimensão, o que não evidencia certamente um estágio de perfeição. Resta ainda o desenvolvimento dos atributos morais ligados aos sentimentos (não confundir emoções com sentimentos). Seu corpo mental passa então a sobrepujar o corpo emocional, delimitando características gerais de comportamento, tais como:

  • Libertação de religiosismo, dispensando simbolismos externos na expressão diária de sua vida.
  • Maior segurança em seu posicionamento pessoal, em sua visão a respeito da vida e a respeito de si próprio.
  • Vida mental mais intensa, embora com retraimento da expressividade emocional e sentimental.
  • Visão mais abrangente do mundo e das questões transitórias ou transcendentes com as quais convive, ou é chamado a participar.


Num nível acima, quando o indivíduo toma posse definitiva do seu corpo mental superior, evidencia claramente a libertação de antigos vícios comportamentais, de crenças limitantes e padrões emocionais conflitantes, desenvolvendo  uma consciência mais cósmica e sentimentos mais elevados, que o distinguem da maioria das pessoas. Passa então a manifestar em seu caráter atributos superiores como:


  • Bondade
  • Fraternidade
  • Altruísmo
  • Amorosidade
  • Generosidade
  • Humildade
  • Sensibilidade
  • Compaixão
  • Simplicidade
  • Alegria
  • Sinceridade
  • Serenidade
O indivíduo passa a possuir uma vivência mais universalista, aceita a verdade num âmbito mais amplo em comparação às restrições que marcam o comportamento pautado no emocionalismo.

Cada um de nós transita provisoriamente em um desses estágios evolutivos. A cura definitiva estará sempre relacionada ao esforço próprio no soerguimento moral, que é sempre inerente ao objetivo Criador.





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