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quarta-feira, 6 de junho de 2012

A ÉTICA DA TRANSFORMAÇÃO



Texto transcrito do livro “Reforma Íntima Sem Martírio”



A reforma íntima é um trabalho processual, que significa aquilo que obedece a uma sequência. Em conceito bem claro, é a habilidade de lidar com as características da personalidade, melhorando os traços que compõe suas formas de manifestação: caráter, temperamento, valores, vícios, hábitos e desejos, são alguns desses caracteres que podem ser renovados ou aprimorados. Nessa saga de mutação e crescimento, o maior obstáculo é transpor o interesse pessoal, o conjunto de viciações do ego repetido durante variadas existências corporais e que cristalizaram a mente nos domínios do personalismo.

O hábito de atender incondicionalmente as imposições dos desejos e aspirações pessoais levou-nos à cruel escravização da qual muito será exigido nos esforços reeducativos para nos libertarmos do “império do eu”. Negar a si mesmo ou “despersonificar-se”, esvaziar-se de “si”, tirar a máscara é o objetivo maior da renovação espiritual. Esse é o grande desafio a ser seguido por todos (...)

Extenso será esse caminho reeducativo na vitória sobre nossa personalidade manhosa e talhada pelo egoísmo...

O meio prático e eficaz de consegui-lo, conforme ensinam os Bons Espíritos da codificação, é o conhecimento de si mesmo.

Entretanto, para levar o homem ao aprimoramento, ao autodescobrimento exige uma nova ética nas relações consigo e com a vida: é a ética da transformação, sem a qual a incursão no mundo íntimo pode estacionar em mera atitude de devassar a subconsciência sem propósitos de mudança para melhor(...)

Nem sempre, porém, verifica-se tanta clareza de raciocínios acerca dessa questão. Conceitos mal formulados sobre o que seja renovação interior têm levado muitos corações sinceros a algumas atitudes de puritanismo e moralismo, que não correspondem ao lídimo trabalho transformador da personalidade, em direção aos valores capazes de solidificar a paz, a saúde e a liberdade na vida das criaturas.

Por esse motivo, será imperioso que as agremiações espiritualistas, fraternais ou religiosas do mundo (...) expandam a luz da espiritualização entre os homens, investiguem melhores noções sobre a ética  da transformação, a fim de oferecer a seus profitentes uma base mais cristalina sobre os caminhos e percalços no serviço da iluminação de si mesmo. A prática essencial e meta fundamental dos ensinos dos Grandes Mestres são a melhora da humanidade, a formação do homem de bem. Espiritualizar-se em verdade, está nos elos que criamos uns com os outros, e que passam a fazer parte da personalidade nova que estamos esculpindo com o buril da educação. Os “ritos” ou práticas doutrinárias são recursos didáticos para o aprendizado do amor – finalidade maior da evolução.  

Na falta do amor, as práticas perdem seu sentido divino e primordial. Em face dessas reflexões, evidencia-se a urgência da edificação de laços de afeto nos grupamentos humanos, no intuito de fixarmos na intimidade as mensagens do Evangelho e do bem universal. Afeto é seiva vitalizadora dos processos relacionais e o construtor de sentidos nobres para a existência dos homens.

O autoconhecimento (...) é um mapa de como chegar ao “eu verdadeiro”, à consciência. Todavia esta viagem não pode ser feita somente com o mapa, necessita de suprimentos morais preventivos e fortalecedores, necessita de uma ética de paz consigo próprio. Somente se conhecer não basta, é necessário um intenso labor de auto aceitação para não cairmos nas garras de perigosas ameaças nessa “viagem de retorno a Deus”, cujas mais conhecidas são a culpa, a autopunição e a baixa autoestima as quais estabelecem o clima de martírio. É preciso uma ética que assegure à transformação pessoal um resultado libertador de saúde e harmonia interior. Tomar posse da verdade sobre si mesmo é um ato muito doloroso para a maioria das criaturas.         

À guisa de sugestões maleáveis, consideremos alguns comportamentos que serão efetivos roteiros de combate, vigília e treinamento para instauração das linhas éticas no processo transformador:

POSTURA DE APRENDIZ: jamais perder o viçoso interesse em buscar o novo, o desconhecido. Sempre há algo para aprender e conceitos a reciclar. A postura de aprendiz se traduz no ato da curiosidade incessante, que brota da alma como sendo a sede de entender o universo e nossa parte na “dança dos ritmos cósmicos”. Romper com os preconceitos e fugir do estado doentio da autossuficiência.

OBSERVAÇÃO DE SI MESMO: é o estudo atento de nosso mundo subjetivo, o conhecimento das nossas emoções, o não julgamento e a auto avaliação constante. Tendemos a avaliar o próximo e esquecer do serviço que nos compete, no entanto, relembremos que perante a imortalidade só responderemos por nós, no que tange ao serviço de edificação dos princípios do bem na intimidade.

RENÚNCIA: A mudança íntima exige seletividade social dos ambientes e costumes, em razão dos estímulos que produzem reflexos no mundo mental. No entanto, a renúncia deve ampliar-se também ao terreno das opiniões pessoais e valores institucionais, para os quais, frequentemente, o orgulho nos ilude.

ACEITAÇÃO DA SOMBRA: sem aceitação da nossa realidade presente, poderemos instaurar um regime de cobranças injustas e intermináveis conosco e posteriormente com os outros. A mudança para melhor não implica em destruir o que fomos, mas dar nova direção e maior aproveitamento a tudo que conquistamos inclusive nossos erros.

AUTOPERDÃO: a aceitação para ser plena precisa do perdão. Recomeço é palavra de ordem nos serviços de transformação pessoal. Sem ela o sofrimento e a flagelação poderão estipular provas dolorosas para a alma. É uma postura de perdão às faltas que cometemos, mas que gostaríamos de não cometer mais.



CUMPLICIDADE COM A DECISÃO DE CRESCER: o objetivo da renovação espiritual é gradativo e exige devoção. Não é serviço para fins de semana durante a nossa presença nas tarefas do bem, mas sérvio continuado a cada instante da nossa vida, onde estivermos. Somente assumindo com muita seriedade esse desafio que o levaremos avante. Imprescindível a atitude de comprometimento com a meta de crescimento que assumimos. Somos egressos de experiências frustradas no desafio do aperfeiçoamento pessoal, portanto, muito facilmente somos atraídos para ilusões variadas. Somente com severidade e muita disciplina construiremos o homem novo almejado.

VIGILÂNCIA: é a atitude de cuidar da vida mental. Cultivar o hábito da higiene dos pensamentos, da meditação no conhecimento de si, da absorção de nutrição mental digna nas boas leituras, conversas, diversões e ações sociais. Vigilância é a postura da mente, alerta, ativa, sempre voltada a ideais enriquecedores.

ORAÇÃO: é a terapia da mente. Sem oração dificilmente recolheremos os germens divinos do bem que constituem as correntes de Energia Superior de vida. Através dela, igualmente, despertamos na intimidade forças nobres que se encontram adormecidas ou sufocadas pelos nossos descuidos de cada dia.

TRABALHO: Os sábios guias da codificação asseveram que toda a ocupação é útil, é trabalho. Dar utilidade a cada momento dos nossos dias é sublime investimento de segurança e defesa aos projetos de crescimento interior.

TOLERÂNCIA: toda evolução é concretizada na tolerância. Deus é tolerância. Há tempo para tudo e tudo tem seu momento. Os objetivos da melhoria requerem essa complacência conosco para que haja mais resultados satisfatórios. Complacência não significa conivência ou conformismo, mas caridade com nossos esforços.

AMOR INCONDICIONAL: aprender o auto amor é o maior desafio de quem assume o compromisso da reforma íntima, porque a tendência humana é desgostar de sua história de evolução, quando toma consciência do ponto em que se encontra ante os Estatutos Universais da Lei divina. Sem auto amor a reforma íntima reduz-se a “tortura íntima”. Aprender a gostar de si mesmo, independente do que fizemos no passado e do que queremos ser no futuro, é estimar a si próprio, um estado interior de júbilo com nosso retorno lento, porém gradativo, para uma identificação plena com o pai.

SOCIALIZAÇÃO: se o interesse pessoal é o grande adversário de nosso progresso, então a ação em grupos de educação espiritual será excelente medicação contra o personalismo e a vaidade. Destaquemos assim o valor das tarefas doutrinárias regadas de afetividade e siso moral. São treinamentos na aquisição de novos impulsos.

CARIDADE: se socializar pode imprimir novos impulsos e reflexões no terreno da vida mental, a caridade é o “dínamo de sentimentos nobres” que secundarão o processo socializador, levando-o ao nível de abençoada escola do afeto e revitalização dos ensinamentos espíritas.




Conviveremos bem com os outros na proporção em que estivermos bem conosco mesmo. A adoção de uma ética de paz, no transcorrer da metamorfose de nós próprios, será medida salutar no alcance das metas que almejamos, ao tempo em que constituirá garantia de bem-estar e motivação para continuidade do processo.

O exercício de negar a si mesmo não inclui o descuido ou descrédito pessoal, confundindo a sombra que precisamos reciclar com as necessidades pessoais que não devemos desprezar, para o bem estar e equilíbrio.

Cuidemos apenas de atrelar essas necessidades de conformidade com os novos rumos que escolhemos.

Fazemos essa menção porque muitos corações queridos do ideal supõem que reformar é negar ou mesmo castigar a si, quando o objetivo do projeto de mudança espiritual é tornar o homem mais feliz e integrado à sua divina tarefa perante a vida. 

Nos celeiros de luz dos repositórios do Evangelho, verificamos um exemplo de rara beleza e oportunidade que servirá como diretriz segura para a “despersonificação” dos servidores do Cristo, na obra do amor: Ananias, o apóstolo chamado para curar os olhos do Doutor Tarso. Quando o Mestre o chama pelo nome, o colaborador humilde, com prontidão e livre dos interesses pessoais, responde sadiamente “Eis-me aqui Senhor!”. O nome desta virtude no dicionário cristão é disponibilidade para servir e aprender, o programa ético mais completo e eficaz para quantos desejam a auto iluminação.



Do Livro Reforma Íntima sem Martírio, Editora Dufaux – Ermance Dufaux

Psicografada pelo Médium Wanderley S. de Oliveira.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O CORPO MENTAL E SUAS ENFERMIDADES



O corpo mental é o grande arquivo que contém toda a memória evolutiva da alma, tendo a capacidade de organizar e arquivar cada experiência, suas ações e suas conseqüências correspondentes. Nele originam-se as faculdades mais complexas da alma, desde o desenvolvimento do instinto até o atributo da razão. Estão registrados no corpo mental todas as imagens, fatos, pensamentos e emoções, na seqüência temporal da evolução individual, o que não significa dizer que corresponda à seqüência do tempo como é contado na Terra.




O corpo mental é subdividido em superior e inferior. O corpo mental superior corresponde à oitava camada corpórea, ou ao Eu Superior. Nele as imagens arquivadas de toda a evolução da alma, formam uma espécie de hipercampo com suas hiperfiguras, vinculados a um fator espaço-tempo diferente, ou a uma dimensão mais sutil e superior (8ª. Dimensão). Conserva, portanto, a consciência cronológica de todos os fatos vivenciados pelo espírito ao longo de sua existência, com seus respectivos aprendizados e conhecimentos adquiridos. Portanto, possui a capacidade não só de arquivar, como a de lembrar, argumentar e analisar todas os ocorrências. Representando a condição moral mais superior do espírito, a memória está livre para agir na forma de intuição divina, atuando na coordenação das experiências evolutivas, no que podemos denominar de “superconsciente”.

O corpo mental inferior é a quarta camada corpórea sutil do conjunto dos corpos somáticos do Homem, subseqüente ao corpo emocional, ao corpo etérico e ao corpo somático ou corpo físico. Nele estão arquivadas todas as memórias das ocorrências relacionadas ao propósito evolutivo da experiência na matéria física. Ou seja, é a proposta evolutiva em determinada experiência que irá definir quais serão as memórias necessárias ao desenvolvimento e ao progresso da alma no aprendizado material. Esta escolha é feita pelos programadores da reencarnação. Portanto sua memória é limitada pela experiência material e pela aparelhagem cerebral física, atuando somente para os aspectos que serão trabalhados no aprendizado necessário ao espírito, durante sua passagem pelo mundo físico. Assim, todo o programa para a vida material também está guardado no corpo mental inferior, no setor que denominamos “inconsciente”.

A sensibilidade do corpo mental não deve ser confundida com a sensibilidade física, uma vez que o primeiro recebe estímulo de dimensões mentais, bem mais sutis do que as recebidas do mundo material. Sua capacidade intelectiva e sua inteligência são inerentes à sua própria estrutura hiperenergética. Através das suas capacidades de discernir, pensar, avaliar, raciocinar, compreender e assimilar, manifestamos nossa essência divina, utilizando a vontade como a expressão máxima de nosso espírito no campo da individuação.

Por isso, ao enfermar, seus sintomas são bem perceptíveis, podendo ser identificados com atitudes tais como:

  1. Necessidade exagerada de se expressar e falar sobre si mesmo.
  2. Dificuldade de se auto-expressar e assumir sentimentos, pensamentos e necessidades.
  3. Incapacidade de externar opiniões, idéias, preocupações e emoções, cujos bloqueios acabam por congestionar o chacra laríngeo.
  4. Possuir raiva que provoca tristeza, e a contenção do choro.
  5. Dificuldade de se comunicar, manifestada na pronúncia incorreta das palavras, que são articuladas de forma pouco inteligível.

O adoecimento do corpo mental, quando duradouro e intenso, acaba por atingir o corpo físico, através do rebaixamento vibracional, na região do chacra laríngeo. Portanto, podem surgir doenças e problemas nos seguintes órgãos:

1.    Garganta: infecções, laringite, faringite, amidalite, gagueira, sensação de aperto e sufocação.

2.    Glândulas tireóide e paratireóide, em suas diversas manifestações enfermiças.

3.    Boca: gengivite, mau-hálito, infecções, dores localizadas, língua presa, etc.

4.    Articulação da mandíbula: dores, inflamações, dentre outros.

5.    Cordas vocais: calo, rouquidão, perda da voz, etc.

6.    Traquéia, laringe, faringe, pescoço, em enfermidades mais graves, como cistos, tumores e câncer.

7.    Vértebras cervicais.


As enfermidades mentais estão subordinadas a certos defeitos morais que ainda persistem na alma, ou cujo morbo psíquico, acumulado no perispírito durante as várias vidas em que o espírito persistiu no erro, ou continua a ser alimentado, necessita ser expurgado. Sobrecarregado o perispírito, esta energia malsã é repassada ao corpo físico, que sente imediatamente o impacto, devido á intensidade das energias adensadas no corpo mental. Os principais causadores das doenças mentais são:


1.    O egoísmo em todos os seus aspectos.

2.    A dificuldade em doar-se e nutrir-se afetivamente

3.    A dificuldade em amar indiscriminadamente, não se sentindo ligado ao Amor Universal e Humanitário.

4.    Falta de amor e de compaixão pelo próximo e pelo mundo. A pessoa é insensível a tudo, privando-se de experimentar sentimentos de fraternidade, de participar e conviver com a vida alheia.

5.    Apego excessivo, dependência emocional, autopiedade.

6.    Possessividade e ciúme obsessivo.

7.    Ressentimentos e mágoas profundas que provocam revolta e endurecimento emocional.

8.    Dificuldade de perdoar.

9.    Raiva, ódio e inveja.

10. Orgulho, que provoca o ressecamento da alma.

11 - Complexo do onipotência, manifesto nos sentimentos, muitas vezes inconscientes, de superioridade e arrogância.



A ascensão espiritual e o aperfeiçoamento da vida humana estão diretamente relacionados à elaboração de recursos mentais superiores e á maior atividade do corpo mental, que, no decorrer das várias experiências evolutivas, vão sendo produzidas pela superação das lutas diárias e sucessivas. Esse estado mental superior produzirá a desintegração das velhas crenças, ultrapassadas e consolidadas, que devem ser substituídas aos poucos por uma visão mais ampla e por uma compreensão maior da realidade, transformando-se num estado mental mais saudável e abrangente, de acordo com as necessidades requeridas pela nova etapa evolutiva humana. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

ETAPAS DA CURA NA EXPRESSÃO INDIVIDUAL



“Não é livre quem não obteve domínio sobre si mesmo.”


 Pitágoras

           
Durante o decurso de sua vida, ou mesmo no período entre vidas, o indivíduo pode vir a se expressar com mais preponderância de acordo com os atributos de um determinado corpo somático. O próprio Eu Superior é quem comanda as manifestações corpóreas dominantes, de acordo com o meio no qual a personalidade estagia, sua finalidade e suas necessidades evolutivas.

Este fato, porém, não torna o indivíduo um ser melhor ou pior, mas apenas reflete mais fortemente uma particularidade de expressão passageira de seu próprio Eu, necessária momentaneamente ao seu necessário estágio evolutivo em foco. Tais características poderão ser modificadas numa mesma existência, ou mesmo na erraticidade.

            Quando o espírito se caracteriza mais fortemente pelo padrão emocional, ao invés do racional, significa que, naquele momento evolutivo em questão, seu corpo emocional atua momentaneamente sobrepujando o corpo mental, revelando um momento passageiro, ou um estágio inferior de evolução. Determinadas características mais marcantes podem revelar um indivíduo que atua restritamente no padrão emocional:


  • Necessidade de “muletas” psicológicas, que sustentem sua relação com a vida. O indivíduo demonstra em geral uma tendência mais religiosa, dependente de imagens e simbolismos, muito recorrentes em sua vida diária.
  • Sua visão particular da vida fica mais limitada, suas avaliações são prejudicadas pelo emocionalismo, sujeitando-o mais facilmente a manifestar certas neuroses e psicoses, manifestadas na falta de objetividade, de bom senso e de maturidade, que dificultam alcançar uma visão mais abrangente da vida.
  • Seu comportamento é pautado em atitudes de arrogância, partidarismo, moralismo, preconceito, egoísmo, dependência emocional, necessidade de ídolos e de símbolos, pretensão, fanatismo.
  • O reequilíbrio somente consegue ser alcançado através de dolorosos processos de enfermidade do corpo físico.


Essa expressividade desequilibrada das próprias emoções, consequentemente acaba por enfermar também o corpo mental inferior, já que estamos falando em conceitos holísticos. Sempre que um dos corpos adoece, consequentemente todos os outros corpos se desequilibram. Da mesma forma, quando curamos uma manifestação corpórea distinta, também estaremos curando todas as outras mais.

As enfermidades do corpo mental podem ser facilmente diagnosticadas tanto no espírito encarnado quanto no desencarnado. Essas psicopatologias são com maior frequência expressas através dos corpos diretamente inferiores: no corpo emocional e no corpo etérico (ou perispírito na linguagem espírita, que em realidade é a junção desses dois corpos distintos), que refletem este comando mental somatizando diretamente sua própria enfermidade, densificada a níveis mais sutis, manifestadas então num comportamento de nível primário. Quando o espírito passa a viver no plano mental superior, já se cessaram as possibilidades de adoecimento da mente, o que significa dizer que já conquistou uma relativa superioridade evolutiva.


Entre as principais enfermidades observadas no corpo mental, tanto dos encarnados quanto dos desencarnados, destacam-se:


  1. O desconhecimento da realidade espiritual que prende os indivíduos espíritos à ilusão da materialidade é um tipo de psicose do corpo mental, refletida diretamente no perispírito e no corpo físico.
  2. Monoideísmos (fixação mental numa só crença onde todo o comportamento gira em torno dela) construídos, vividos e mantidos através de concepções errôneas da vida, criadas por uma educação rígida, incorreta ou equivocada, e influenciados pelo contexto social e cultural nos quais o indivíduo estagia.
  3. A retração ou despreparo do corpo mental para viver uma experiência saudável costuma ser manifestada em deficiências mentais, somatizadas nos corpos físico, etérico e emocional.
  4. Doenças que revelam comportamentos onde a pessoa é incapaz de concentrar-se, envolver-se com o meio ou relacionar-se, como o autismo, a depressão, a solidão, a reclusão.
  5. Estados de euforia ou esquizofrenia, mesmo extrafísicas.
  6. Alteração da lucidez com comprometimento da ética, da moral e da percepção do sentido universal da evolução. O ser revolta-se contra todo o processo de criação e evolução, denotando um sério comprometimento e enfermidade do corpo mental. Isso é facilmente observável em espíritos inferiores que enxameiam as reuniões de desobsessão, e também nos encarnados, naqueles que se revoltam diante das dificuldades e perdas, inaproveitado a experiência em questão para seu próprio crescimento e amadurecimento.



Numa etapa mais avançada, quando o espírito manifesta-se de forma menos emotiva e mais racional, significa que já alcança um nível evolutivo superior dentro de nosso estágio primário humano de 3ª dimensão, o que não evidencia certamente um estágio de perfeição. Resta ainda o desenvolvimento dos atributos morais ligados aos sentimentos (não confundir emoções com sentimentos). Seu corpo mental passa então a sobrepujar o corpo emocional, delimitando características gerais de comportamento, tais como:

  • Libertação de religiosismo, dispensando simbolismos externos na expressão diária de sua vida.
  • Maior segurança em seu posicionamento pessoal, em sua visão a respeito da vida e a respeito de si próprio.
  • Vida mental mais intensa, embora com retraimento da expressividade emocional e sentimental.
  • Visão mais abrangente do mundo e das questões transitórias ou transcendentes com as quais convive, ou é chamado a participar.


Num nível acima, quando o indivíduo toma posse definitiva do seu corpo mental superior, evidencia claramente a libertação de antigos vícios comportamentais, de crenças limitantes e padrões emocionais conflitantes, desenvolvendo  uma consciência mais cósmica e sentimentos mais elevados, que o distinguem da maioria das pessoas. Passa então a manifestar em seu caráter atributos superiores como:


  • Bondade
  • Fraternidade
  • Altruísmo
  • Amorosidade
  • Generosidade
  • Humildade
  • Sensibilidade
  • Compaixão
  • Simplicidade
  • Alegria
  • Sinceridade
  • Serenidade
O indivíduo passa a possuir uma vivência mais universalista, aceita a verdade num âmbito mais amplo em comparação às restrições que marcam o comportamento pautado no emocionalismo.

Cada um de nós transita provisoriamente em um desses estágios evolutivos. A cura definitiva estará sempre relacionada ao esforço próprio no soerguimento moral, que é sempre inerente ao objetivo Criador.





sexta-feira, 27 de abril de 2012

TRANSFORMAR-SE




Deus colocou à nossa disposição, ao alcance de nossas cogitações, a permanente possibilidade da transformação. Assim, quando quisermos, no momento em que desejarmos, poderemos livremente optar pela melhor atitude, pelo melhor sentimento, pela conduta mais harmonizada com os mecanismos invisíveis que regem o fenômeno da existência.

A possibilidade contínua de transformação é uma grande benção, capaz de retroceder o nosso passo em falso e nossos erros. Fomos criados com a potencialidade de cultivarmos a nós mesmos. Isso significa que colhemos da vida exatamente aquilo que semeamos. Nem mais, nem menos. Por isso podemos nos tornar grandiosos, muito maiores e mais felizes do que somos agora! Porém, isso depende de que nossa vontade se renda à possibilidade transformadora do momento presente, caso contrário, mais uma vez, permaneceremos na sombra da inércia existencial, nesse entediante e permanente constrangimento ao bom senso.

Como incomparável mão benevolente, estendida pela Misericórdia Divina, essa possibilidade de transformação nos aguarda, um pouco adiante, pairando soberana sobre nossa mente e coração, como se existisse uma certa pré-disposição do nosso ser, um convite permanente para a ascensão e para a glória de nossos desejos humanos.

Portanto, torna-se necessário que passemos a refletir e a decifrar com sinceridade o que somos agora, vislumbrando aquilo que poderemos nos tornar amanhã. A transformação da nossa natureza  interna requer a liberdade necessária que somente nós mesmos podemos nos conceder. Somente assim, despojados do traje gasto de nossas convicções enraizadas, vestiremos a túnica luminosa do renascimento interior, pois teremos dado o passo resoluto, com a firme certeza de que, em todos os instantes, saberemos colher a renovação.

Assim, à medida em que convivemos com a alegria da presença divina, na intimidade mais profunda de nosso ser, devemos nos aplicar em aprender a compartilhar essa alegria com aqueles necessitados de valores mais sublimes, pois eles também partilham aquisições, na única jornada do aprendizado evolutivo. Se hoje nosso entendimento da verdade alcança um vislumbre maior, ainda ontem tateávamos nas trevas do egoísmo, da pobreza e da ignorância espiritual. Todo coração é terra fértil a ser cultivada no momento devido.

Se hoje já conseguimos olhar para dentro de nós mesmos, à procura do "tesouro oculto", é porque as falsas luzes do superficialismo já não mais satisfazem nossos anseios. Portanto, façamos esforço para que nossas melhores aquisições passem, agora, a serem creditadas na conta de nossa alma. Cientes das possibilidades interiores, lembremos que nossos passos andarão vacilantes durante todo o tempo incontável em que percorreremos o caminho do verdadeiro amor. Lembremos de que os verbos saber e ser são sinônimos. Também o são aprender e ensinar, praticar e servir.

Na luta pela predominância interna da luz sobre nossa sombra, devemos aprender a cultivar o dom de recomeçar. A queda, embora deva ser deliberadamente evitada, é o véu negro dos nossos dias sombrios durante nossa passagem sobre a Terra. E queda é toda oportunidade perdida de expressar através de pensamentos, palavras e obras, o amor aos semelhantes. No entanto, ao caírmos, devemos aprender a nos reerguer acima dos nossos próprios enganos. A justiça divina infinitamente nos apresentará inusitadas oportunidades para restituirmos o mal por nós cometido, e também para empreendermos o bem não realizado. Todo o êxito estará sempre em nossa perspicácia em saber distinguir e aproveitar as oportunidades de compensação e recomeço.
 E antes que o mal lance suas raízes no coração do nosso irmão, face às expressões de nossas limitações de tolerância e compreensão, não hesitemos em pedir-lhe perdão. Ainda que possamos obter como resposta o doloroso revide à nossa falta cometida, não temamos assumir nossa natureza falível, natural a todo ser humano, porém, continuemos reafirmando, com humildade, nosso convite ao entendimento, porque Deus certamente se encarregará do resto. Ante qualquer ofensa recebida, perdoa! Perdoar é afirmar nossa íntima disposição em compartilhar os sublimes ideais do Mestre, que agora passam a ser também os nossos...

Vitória e queda são duas estações onde estagiaremos transitoriamente durante a grande jornada para a iluminação de nosso ser. Aprenda a recomeçar! Na tristeza de sua queda ou na alegria de seu triunfo, Deus estára sempre contigo!



Amorosamente

Cristina L. Cereja




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cura Coletiva: História, Expiação e Redenção

Se fizermos um pequeno esforço, podemos modestamente entrever através da História do Mundo os laços eternos que ligam todas as gerações nos surtos evolutivos do planeta. Apesar de muitas vezes o palco e o cenário das civilizações terem sido profundamente modificados, nós atores continuamos os mesmos, caminhando, vagarosamente, nas lutas purificadoras em sucessivas encarnações curativas, para a Perfeição Divina.
Nos primórdios da Humanidade, o Homem foi naturalmente conduzido às atividades exteriores, desbravando o caminho da natureza para a solução de seus problemas vitais. Porém, um pouco mais adiante no tempo, foi proclamada a sua maioridade espiritual através dos Sábios da Grécia e das organizações romanas. Nessa época, a vinda do Cristo ao planeta assinalaria o maior acontecimento para o mundo, uma vez que seu Evangelho seria a eterna mensagem do Céu que ligaria a Terra ao reino luminoso de Jesus, na hipótese de que o Homem pudesse assimilar sua espiritualidade através dos ensinamentos divinos, e dessa forma curar-se-ia paulatinamente edificando o Bem em si.
Porém, a pureza dos ensinamentos de Cristo não conseguiu manter-se intacta. No decorrer dos três séculos seguintes à lição santificante de Jesus, o assédio das trevas domina o coração e a mente dos homens. Surgem a falsidade e a má-fé adaptando-se convenientemente aos poderes políticos, religiosos e econômicos do mundo, distorcendo todos os princípios cristãos ao favorecer as doutrinas de violência legalizada. Inutilmente, foram então enviados do Alto os emissários e discípulos mais queridos do Mestre Jesus ao ambiente das lutas terrenas, na vã tentativa de tentar reverter este doloroso espetáculo de horror. Quando não foram trucidados pelas multidões delinquentes ou pelos carrascos das consciências, foram obrigados a render-se diante da ignorância humana.
Revendo os quadros da História do mundo, sentimos um frio cortante neste crepúsculo doloroso da civilização ocidental. A história da humanidade nos alude basicamente a dois tipos característicos de homens: os heróis ou evoluídos, e os maldosos ou involuídos, ambos com os seus consequentes prêmios ou castigos. Porém não sabemos exatamente o que acontece com os milhões de homens que vêm, vivem, passam pela Terra e não deixam marcas. Homens cujas vidas se diluíram em meio à vida das multidões. Homens que, com seu trabalho e dedicação, deram aos heróis condições de realizar seus grandes feitos. Homens que com sua sagacidade e vilania proporcionaram aos grandes vilões a semeadura das maiores desgraças humanas. Homens que vieram e viveram pressionados pela sociedade ou foram praticamente escravizados pelos mais sagazes. Porém, durante estes milhões de anos em busca da Cura evolutiva, a raça humana ainda não exercitou o bem viver, com exceção de uns poucos.
Desde essa época, o progresso espiritual da humanidade ficou estacionado, e até mesmo sofreu uma regressão. Tornou-se incompatível a evolução espiritual com os meios encontrados pelo homem físico para aquisição do conhecimento. É por esse motivo que, ao lado dos maiores avanços científicos e tecnológicos, como a internet, que liga todos os continentes e países da atualidade, e que deveria servir como indicador para os imperativos das leis da solidariedade humana, vemos o conceito de "civilização" insultado por todos os princípios patriotas de isolamento, enquanto os povos e as religiões se preparam para o extermínio e para a destruição.
Em nome do Evangelho, se cometeram e ainda são praticados todos os absurdos nos países ditos cristãos. Na verdade, a civilização ocidental não chegou a se cristianizar. Na França tivemos a guilhotina, a forca na Inglaterra, o Nazismo na Alemanha, as fogueiras na Inquisição Europeia, e ainda hoje a cadeira elétrica na América da “fraternidade” e da “concórdia”. Isto para nos referirmos tão-somente às nações supercivilizadas do planeta. Em nome do Evangelho padres abençoaram os canhões e as metralhadoras da conquista. Em nome de Deus, milhares foram torturados e morreram nas fogueiras da Inquisição Espanhola. Em nome de Cristo espalharam-se, nestes vinte séculos, todas as discórdias e todas as amarguras do mundo, através de religiões que se propagam entre os choques da força e da ambição, do egoísmo e do domínio.
                Porém, chegará o tempo em que todos os valores humanos deverão ser reajustados, infelizmente através de dolorosas expiações coletivas, como as recentes tragédias climáticas que se espalham pelo mundo: os constantes terremotos, tornados e inundações por todos os cantos do planeta, que obrigarão o Homem a se redimir perante o Divino, apontando seus verdadeiros caminhos. A dor se incumbirá do trabalho que os homens não aceitaram por amor, pois a Lei Divina prega que todas as realizações humanas deverão ser conduzidas para o Bem da Humanidade, e o homem ainda está muito aquém deste ideal. Todo o orbe planetário deverá ser regenerado, curado pelo sofrimento, higienizado para que as futuras gerações possam se estabelecer em formas de vida mais depuradas. A cura coletiva se fará pela dor, onde todo o Mal - cujas forças derradeiras ainda operam no inconsciente coletivo e individual de cada um de nós, habitantes do plano Terra - será compelido a abandonar a sua derradeira posição de domínio nos ambientes terrestres. Ditadores, exércitos, hegemonias econômicas, massas versáteis e inconscientes, guerras inglórias, organizações seculares, tudo isso passará como a vertigem de um pesadelo, pois a vitória dos involuídos, através da força e da violência, é como uma claridade de fogos de artifício.
Trabalhemos pela Cura do Mundo, ainda que a nossa oficina esteja localizada no deserto de nossas consciências. Todos somos dos chamados ao grande labor da depuração moral, e o nosso mais sublime dever é responder aos apelos evolutivos de nosso próprio espírito, desenvolvendo em nós o Amor, para benefício do Todo.




Cristina Lessa Cereja
Baseado na Obra de Emmanuel “A Caminho da Luz”

domingo, 22 de abril de 2012

A SAÚDE CORPORAL ATRAVÉS DA SAÚDE MORAL


A cura através da mediunidade objetiva curar o espírito enfermo, e não concorrer  em êxito com a medicina materialista na cura corporal. A cura do corpo físico material através da mediunidade visa despertar o paciente para a cura de sua alma.
Através da cura, atrem-se descrentes de todos os gêneros, que, através da constatação de sua própria cura ou a de seus entes queridos, mediante o auxílio de espíritos benfeitores do Alto, veêm-se diante de uma verdade inegável, e passam a acreditar, mesmo que seja sem muita convicção, na existência de vidas espirituais inteligentes que cooperam todo o tempo com o mundo material. Dá-se aí o início ao processo de cura de seu próprio espítrito. 
Todo homem cético ou indiferente ao seu próprio destino é sempre aquele que pulula de hospitais em hospitais, de consultórios em consultórios, num percurso doloroso e interminável, até que um “milagre” espiritual, como último e desesperador recurso, lhe devolve a saúde a a esperança de viver. Neste momento, ele se sente obrigado a mudar de atitude, passando a reconhecer a intervenção sensata e amiga do mundo oculto sobre a vida humana.

O auxílio do Alto não se restringe apenas aos médiuns praticantes, mas se destinam a todos aqueles de bom caráter, que estão orientados para o Bem. Os próprios médicos, quando honestos, estudiosos, dedicados e verdadeiramente voltados para o bem estar de seus pacientes, são constantemente auxiliados por benfeitores espirituais, sejam eles médiuns ou não, ao contrário dos profissionais ególatras, que se voltam egoísticamente para  a exploração da doença e do doente, visando ganhos materiais e vantagens pessoais.
Para melhor elucidação a respeito das doenças e suas causas, convém esclarecer que o ser humano, em seu conjunto, é composto basicamente de 3 partes: A alma, que é a consciência individual e eterna; o perispírito, que é o corpo fluídico, que comanda fisiologicamente e sensorialmente o corpo físico; e o corpo material, ou físico, que é a “vestimenta” de massa e peso específico, ajustada ao perispírito como veículo necessário para que a alma possa baixar e se fixar nos mundos-escolas.
                Na realidade, toda doença provém de atitudes e pensamentos não virtuosos que, através da repercussão vibratória que emanam, afetam o perispírito, e por conseguinte, o corpo físico. O perispírito, massa invisível que modela o corpo físico, possui órgãos similares ao mesmo, porém mais refinados em suas funções, funcionando como moldes ou matrizes dos órgãos materiais. Quando emanamos vibrações prejudiciais, advindas de pensamentos e atitudes negativas, agregamos ao perispírito fluidos tóxicos que se acumulam. Estes fluídos, quando acumulados em excesso, são repassados ao corpo físico através do duplo etérico ( camada intermediária entre o corpo físico e o perispírito ), causando doenças naqueles órgãos ou regiões mais predispostas a adoecer, o que varia de indivíduo para indivíduo. Para cada tipo de vibração negativa, corresponde um tipo de fluído tóxico específico causador de um determinada doença, e podem ser divididos de uma forma geral conforme o descrito abaixo:

·         A vingança, o ódio, a crueldade, a maledicência, a calúnia, as atitudes maldosas e o prejuízo ao próximo são atitudes causadoras do Câncer;

·         A cobiça, a apatia espiritual, o egoísmo, a egolatria e a indiferença geram doenças contagiosas, como  a tuberculose e a aids;

·         O ódio causa hemorragias, o sarcasmo e o deboche causam amebíase;

·         A inveja causa todas as doenças onde há o “amolecimento” dos órgãos, como a hepatite;

·         A luxúria causa a “paralização” dos órgãos, tal como o ataque cardíaco ou parada cardíaca;

·         O ciúme causa  doenças onde ocorre o endurecimento dos órgãos;

·         A obsessão espiritual causa doenças psíquicas e de fundo emocional.

É fato notório que nem todos os doentes conseguem ser curados. Isto ocorre quando a doença é uma forma de expiação cármica. Diante da doença cármica corretiva, nem o médico nem o médium são capazes de curar, pois a doença cruel é a terapâutica mais adequada aos espíritos embrutecidos e cruéis. Embora essas pessoas muitas vezes aparentem ser pacíficas e bondosas, ainda conservam no âmago de seu ser o potencial da violência e da falta de compaixão.
Os processos curativos dolorosos, como cirurgias, cauterizações e mutilações, são formas de reparação das maldades passadas. Aqueles que nâo obtêm a cura rapidamente, seja através de intervenções mediúnicas ou médicas, são aqueles que devem ser disciplinados pela doença através da lei cármica, não merecendo ainda o alívio da dor ou a cura definitiva da doença. Aqueles que conseguem ser curados rapidamente, ou encontram-se numa hierarquia espiritual mais elevada, ou estão no final de suas provas cármicas dolorosas, pagando seus últimos débitos.
Em todos os casos, a dor tem funçao educativa. Quanto mais o espírito evolui moralmente através da matéria, ou seja, quanto mais bondoso, generoso, fraterno e mais voltado para o próximo o espírito se torna, desde que com sinceridade, menos doente o indivíduo se torna, pois as atitudes virtuosas não emanam resíduos tóxicos, deixando o perispírito mais limpo e mais leve. Assim, a conquista da saúde corporal se faz através da evolução moral do espírito.  Alma sã, corpo são.

sábado, 21 de abril de 2012

Doença: deformidade moral da Consciência




O ser Humano é composto de um complexo sistema de corpos, ou níveis de consciência, os quais atuam em conjunto, sendo que cada parte isolada corresponde a um aspecto desta mesma consciência. É a consciência primordial que comanda todos os outros níveis, inclusive o funcionamento dos corpos relacionados a estes níveis até chegarmos ao nível físico. O corpo físico, portanto, é o somatório destes corpos, sendo a parte concreta de manifestação de nossa alma, no nível da terceira dimensão, e por isso também chamado de corpo somático.

Ora, se conseguimos compreender que o corpo não pode atuar sem o comando desta consciência, e que todos esses nossos aspectos se manifestam no corpo material, podemos também deduzir que a doença é uma manifestação do desajuste desta consciência em um ou mais níveis. E que também esta doença é manifestada em nosso corpo como um sintoma que gera dor e sofrimento, mostrando-nos, em linguagem própria, que algum aspecto de seu ser necessita cuidado e atenção. Quer queiramos ou não, a doença nos obriga a freiar determinados comportamentos e afazeres, forçando-nos o foco em seu sintoma específico.

O sintoma é a linguagem de nosso corpo. Ele mostra, de forma clara, que algo não vai bem. Mas este “algo” não é externo a nós como ainda crê a medicina ortodoxa, e sim interno, e como vimos se remete à profundidade de nossa consciência. O sintoma é o nosso mestre incorruptível. Ele nos ensina, às vezes a duras penas e com sua linguagem própria, o que deve ser corrigido em nosso ser total. Mais do que qualquer médico ou curador, o sintoma é quem melhor nos conhece, e sabe exatamente o que deve ser feito para corrigir determinada desarmonia de nosso conjunto psicossomático. Apenas não sabemos como interpretar esta linguagem. Portanto, neste aspecto, a doença física é a manifestação sintomática em nosso corpo somático que deriva de uma desordem ao nível profundo da alma. Portanto, ela é uma tentativa de correção deste desajuste.

Podemos compreender então que a doença é a nossa cura, e o que chamamos de doença nada mais é do que um sintoma desta doença consciencial que no corpo se manifesta. De acordo com esta visão, a tão temida “Morte” nada mais é do que a conclusão de mais uma etapa de cura espiritual. Não existem fracassos em Cura, mas sim etapas pelas quais precisamos passar para a depuração moral de nosso Ser.  Quando alguém não se cura, significa que ele chegou até o limite onde poderia chegar. Existe mais alguma coisa a ser aprendida.

Através da morte, ou concluímos uma dessas etapas de transformação, ou damos prosseguimento a ela, encerrando estágios de aprendizado moral dentro num aspecto individual específico. Todas as experiências encarnatórias, ou mesmo as vivenciadas em dimensões mais sutis de existência, são válidas. Não existe nenhuma experiência que seja negativa. Tudo é positivo no percurso ascensional, mesmo as aparentes quedas.

Tudo o que é provisório é apenas degrau... Busquemos a cura de nossa alma!

Existe um significado pessoal profundo em cada doença. E afinal, não estamos mesmo destinados a sermos eternos no corpo físico.
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